CONVITE: Bate-papo sobre África, colonialismo e eugenia

O Curso de Ciências sociais da FAFIL – Fundação Santo André tem o prazer de convidá-lo para um bate-papo que discutirá as relações recíprocas entre capitalismo, colonialismo e eugenia, enfatizando os seus impactos vividos pelos africanos no continente a na diáspora. 

O bate-papo será dividido nos seguintes encontros temáticos:

  • I encontro (12/05/2012): Holocaustos invisívisibilizados: O colonialismo europeu e subdesenvolvimento do continente africano. Deivison Nkosi (FAUSTINO, D.M.)
  • II encontro (19/05/2012): Imprerialismo, racismo e eugenia: a reação do pensamento conservador no século XIX e XX no brasil.  Weber Lopes Góes (GÓES, W. L)

 

Local: Sala 25 da FAFIL – 10HS (Sab) – Fundação Santo André – Av, Príncipe de Gales, 821- Vila Príncipe de Gales – Santo André – SP.

 

Ementas

Holocaustos invisívisibilizados: O colonialismo europeu e subdesenvolvimento do continente africano (FAUSTINO, D.M.,)

RESUMO:

Esta exposição tem como objeto analisar os impactos dos colonialismos europeus na dinâmica geral das sociedades africanas, considerando estes períodos como objeto privilegiado para se compreender as relações entre o capitalismo, colonialismo e o racismo moderno. O ponto de partida para discussão será a desconstrução do mito da África como “infância da humanidade”, a partir da apresentação de elementos que evidenciam a contribuição dos africanos ao desenvolvimento humano universal, e a consequente cobiça que a região despertava (e ainda desperta) no mercado internacional. Será considerada a existência anterior de rotas escravagistas abertas pelo contexto de islamização de importantes Estado/Nações do situados ao norte do continente e a sua subsequente conversão compulsória em Estados Raptores entre os séculos VII e XV de nossa era (MOORE, 2007) para  posteriormente, analisar as diferenças no relacionamento entre a África e Europa durante o primeiro (mercantilista) e o segundo colonialismo (industrial-monopolista), considerando os seus efeitos sociais, bem como as diversas reações (resistência) e acomodações empreitadas pelos africanos nestes períodos.

Palavras-chave: Colonialismo, holocausto, racismo, acumulação primitiva de capital, imperialismo, neo-colonialismo, escravidão.  

Referências Bibliográficas

Davis Mike. Holocaustos coloniais/ Mike Davis, Tradução de alda Porto. – Rio de Janeiro: Record. 2002

FANON. F., Os condenados da terra. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira S.A, 1968.

_______., Em defesa da revolução Africana. Lisboa. Livraria Sá da Costa. 1969.

MOORE, C. Racismo e Sociedade: novas bases epistemológicas para entender o racismo. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007

N’KRUMAH, Kwame. Neocolonialismo: Último Estágio do Imperialismo. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 1967

RODNEY, Walter. Como a Europa subdesenvolveu a África. Seara Nova, Lisboa, 1975

SERRANO, Carlos. Memória D’Africa: a temática africana em sala de aula/ Carlos Serrano. Maurício Waldman. 3. Ed. São Paulo: Cortez. 2010

Imprerialismo, racismo e eugenia: a reação do pensamento conservador no século XIX e XX no brasil. (GÓES, W.L.)

RESUMO:

A proposta da atividade tem como finalidade abordar os impáctos do imperialismo no final do século XIX e início no XX concatenado com o Pensamento Conservador no Brasil; faremos um percurso referente a trajetória teórica referente aos ideólogos do racismo no Brasil com enfoque em Renato Kehl,  este enquanto o protagonista do percussor da eugenia no Brasil do qual foi um dos principais influentes da teoria da Eugenia em nosso país; fundou a Sociedade Eugênica de São Paulo no ano de 1918, cuja finalidade era estudar as leis da hereditariedade, descendência e caminhos para a melhoria da espécie humana. Além da divulgação dos conhecimentos sobre Eugenia, a Sociedade Eugênica tinha como escopo estudar as populações imigrantes visando racionalizar a sua reprodução por meio de exames pré-nupciais entre outr as propostas. Por fim, a preocupação de Renato Kehl nada mais foi em dar resposta aos supostos problemas encontrados pelas elites do nosso país, por esta razão, ele mergulhou nos principais temas daquele contexto: imigração, educação, sanitarismo e relações étnico-raciais.   

Palavra Chave: Ciência e Ideologia; Eugenia; Ideologia do Racismo; Pensamento Conservador; Renato Khel.

Referências bibliográficas

BLACK, Edwin. A Guerra contra os fracos – A eugenia e a campanha norte-americana para criar uma raça superior. São Paulo: A Girafa Editora, 2003.
DIWAN, Pietra. A raça pura – uma história da eugenia no Brasil e no mundo. São Paulo: Contexto, 2007.
KEHL, Renato. A cura da fealdade: eugenia e medicina social. São Paulo: Monteiro Lobato Editores, 1923.
____________ Lições de eugenia. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1929.
 ____________ Por que sou eugenista: 20 anos de campanha eugênica (1917-1937). Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1938.
LUKÁCS, Georg. El Asalto a La Razón: La trayetotia del irracionalismo desde Schelling hasta Hitler. Fundo de Cultura Económica, México Buenos Aires, 1959.
MIRANDA, Carlos Alberto Cunha. Uma estranha noção de ciência: repercussões do pensamento eugênico no Brasil. In: Clio Revista de Pesquisa Histórica. Nº 27.1, 2009. Recife: Editora da Universitária, UFPE, 2009.
PICHOT, André. A sociedade pura: de Darwin a Hitler. Porto Alegre: Instituto Piaget, 2000.
SANTOS, Ricardo Augusto dos. Quem é bom, já nasce feito? – Uma leitura do eugenismo de Renato Kehl (1917 – 37). In: Revista Intellectus/ Ano 04 Vol. II – ISSN 1676 – 7640. Rio de Janeiro, 2005.
STEPAN, Nancy L. A hora da Eugenia: raça, gênero e nação na Améri ca Latina. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2005.

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Publicado em 9 de maio de 2012, em INFORMES. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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